sábado, 29 de fevereiro de 2020

SESMA CAPACITA MÉDICOS DE REDE PÚBLICA E PRIVADA SOBRE NOVO CORONAVÍRUS

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DEVS), realizou na tarde desta sexta-feira, 28, capacitação sobre fluxo e manejo dos casos suspeitos do novo coronavírus, no auditório da Secretaria, no bairro de São Brás.

A capacitação teve por objetivo qualificar médicos da rede pública e privada que atendem em serviços de urgência para uma possível introdução do vírus no município de Belém. De acordo com a coordenadora da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da Sesma, Veronilce Borges, “a ação reuniu cerca de 50 médicos e integra as atividades do Plano Municipal de Contingência do Coronavírus”.

Na ocasião, a infectologista Irna Carneiro, palestrou sobre os principais aspectos relacionados à transmissão, período de incubação, formas adequadas de manejo na conduta terapêutica, reconhecimento clínico do paciente e formas de manifestação clínica. “A infecção deve ser vista de forma muito semelhante com o vírus da gripe, ou seja, desde um resfriado comum de forma leve até quadros graves devem ser suspeitados, sobretudo, em pacientes idosos ou com alguma comorbidade, como problemas cardiológicos ou neurológicos. E o manejo deve ser sistemático, com equipamentos de proteção adequados, como normalmente é realizado em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Entretanto, vale ressaltar que a grande maioria dos pacientes, cerca de 80%, apresenta forma leve a moderada da doença”.

A médica da Unidade Básica de Saúde Água Cristal, Luana Barros, 25 anos, disse ter muita curiosidade sobre o assunto, porém, estava em alerta com informações possivelmente equivocadas, motivo este que a levou a participar do encontro. “São muitas fontes sobre o tema e nem sempre sabemos o que, de fato, pode ser verdade. Apesar de termos as diretrizes do Ministério da Saúde, estava ansiosa por fontes mais didáticas e diretas, algo mais compactado. A palestra foi excelente, muito didática, completa e esclarecedora. Certamente, saio daqui mais capacitada”.

Tratamentos – O tratamento efetivo para o novo coronavírus ainda não existe, porém, devido a quantidade de recentes ensaios clínicos de testagens de drogas que já foram experimentadas para outros vírus, há perspectiva de alguma droga em alguns meses. “A vacina também está sendo iniciada e precisa passar por todas as fases de testes. Mas tudo isso é uma estimativa, pois depende do desenvolvimento e da agilidade das estratégias de ensaios clínicos”, explicou Dra. Irna.

Infectividade – Embora a taxa de infectividade do coronavírus seja relativamente baixa, se comparado, por exemplo, com o vírus do sarampo, a população não tem imunidade contra ele, o que colabora para o elevado número de casos. “O vírus tem uma taxa de infectividade de 1,5 a 2,5, ou seja, a partir de uma pessoa infectada, até três pessoas podem contraí-lo. Isso é relativamente baixo se equipararmos com o vírus do sarampo que, a partir de uma pessoa infectada, podem ser contaminadas de doze a dezoito indivíduos. Apesar disso, devemos considerar que a população está diante de um vírus novo e que surgiu em um país onde há uma densidade populacional muito grande”, explicou a infectologista.

Para a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (DEVS) da Sesma, Leila Flores, o Brasil está vivendo um evento novo, mas, Estados e Municípios estão tendo tempo de elaborar e pôr em prática seus Planos de Contingência. “Temos unidades de referência para atender a população no município e, hoje, tivemos mais uma oportunidade de disseminar o conhecimento para que as instituições se estruturem em seus atendimentos com assertividade sobre o vírus”.

Texto: Agência Belém

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