Nesta onda de violência que assola o estado do Pará... ouvimos dos mais antigos a seguinte frase: "Na época da PATAM isso não aconteceria!" ou então, "Ah se fosse na época da PATAM!"
Para os que não conheceram ou não lembram, o PATAM - Patrulhamento Tático Metropolitano foi criada em 1988 - nos moldes da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) do Estado de São Paulo.
Após a redemocratização do Brasil e autonomia dos Estados, quarenta e cinco homens (entre oficiais e praças da PMPA) foram escolhidos e enviados para intenso treinamento em São Paulo. Estes homens voltaram com uma metodologia de treino e combate completamente diferente do que se usava por aqui, originando uma tropa de elite que saia às ruas em grandes viaturas e com armas pesadas para combater o crime.
Em pouco tempo o PATAM tornou-se temida pelos marginais e respeitada pela sociedade paraense. Mas devido a rigidez de suas ações, com grande baixa na criminalidade onde bandidos que se rendiam eram poupados e aqueles que iam para o confronto, derrubados.
A tropa foi acusada de diversos assassinatos e em 1992 por decreto do então governador Jader Barbalho, por conta da grande pressão exercida por grupos de defesa aos direitos humanos, jornalistas e partidos políticos, a PATAM foi extinta.
Para seu lugar, os críticos exigiam uma polícia cidadã, desmilitarizada e desarmada... que a conversa e o diálogo fossem as únicas armas utilizadas e que a vida fosse preservada em qualquer circunstância, conforme os preceitos da nova Constituição Federal recém efetivada no Brasil.
Resultado dessa visão 20 anos depois???
Os papéis se inverteram. Hoje o que vemos são policiais acuados e de mãos atadas e criminosos cada vez mais audaciosos e violentos, que matam sem que nenhuma ação seja tomada. Não somente pela impunidade em nosso país, mas também por vozes raivosas que ecoam logo que algum bandido tem seu direito constitucional violado ou seu sangue derramado por uma polícia "opressora e que não respeita os direitos Humanos."
Crédito: Felipe Lisboa/Heber Gueiros
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