Pensando no meio ambiente, Marcelo Torneli, de 42 anos, improvisou na traseira de sua bicicleta uma cestinha para juntar todas as latinhas de cerveja que consumisse e aquelas jogadas no chão durante o trajeto. “É o segundo ano que participo no bloco e sempre observo a quantidade de latinha e de lixo que as pessoas deixam nas ruas por onde o bloco passa. Aí improvisei essa cestinha na traseira da bicicleta para poder recolher o que for possível e de quebra ganhar um troco com a venda delas”, disse.
Com mais de 50 mil brincantes, o bloco contou com o apoio da GMB e da Polícia Militar, que levaram para o distrito mais de 300 agentes em viaturas, motocicletas e na cavalaria. “Estamos com 26 viaturas de duas rodas para uma maior flexibilidade de movimento e duas de quatro rodas, somando 42 guardas. A Polícia militar veio para somar. E com isso garantirmos uma segurança melhor para os brincantes que acompanham o bloco”, explicou o inspetor Wesley, da GMB.
Fiscalização - A equipe da Adic esteve no evento para fiscalizar se todas as normas do termo de cooperação que foi assinado entre a direção do bloco, o Ministério Público estadual e a Agência estavam sendo cumpridas.
“O Rabo do Peru é uma programação particular, mas considerando a participação popular na sua dimensão, o poder público se vê na obrigação tomar conhecimento e prezar não só pela cultura, que é um direito da sociedade, mas também pela segurança pública. Neste sentido, foi criado um termo de cooperação com algumas normas, e que o gestor do bloco Rabo do Reru precisa cumprir para que o evento transcorra sem problemas”, explicou Marco Antônio, assessor de cultura da Adic.
A roupa do peru que abre o cortejo este ano foi confeccionada com um material sintético mais resistente ao clima chuvoso.
História - O cortejo que completou 25 anos nesta quarta-feira, 26, começou com uma brincadeira entre amigos, que na Quarta-Feira de Cinzas não tinham nenhum baile de Carnaval para ir e decidiram fazer a própria festa. “Foi dado o nome do bloco em alusão ao bloco Rabo de Galo, que saía do bairro da Condor, em Belém, e ia praticamente no mesmo sentido do Rabo do Peru”, explica o fundador do bloco, Marco Antônio Guimarães.
Mais de duas décadas de existência já renderam ao bloco várias histórias, inclusive românticas. Há nove anos o casal Wanderley Araújo e Cintia de Castro, por exemplo, começaram um romance que dura até hoje. “Nos conhecemos aqui no bloco. Ela era namorada de um amigo e foi amor à primeira vista. Mas fiquei na minha. Ele nos apresentou um ao outro e depois disso trocamos contatos e iniciamos um relacionamento que dura até hoje. Tivemos um filho que está com 3 anos e agora é sagrado todo ano estarmos aqui”, contou Wanderley.
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