domingo, 16 de fevereiro de 2020

DIEESE-PA DIVULGA PESQUISA SOBE PREÇO DO PESCADO INÍCIO DO ANO EM BELÉM


Ano de 2020 começou registrando elevação no preço da maioria do pescado comercializado nos mercados municipais de Belém, conforme pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 14, pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As espécies com maiores reajustes no mês de janeiro foram a piramutaba, com alta de 13,28%; seguida do filhote, com elevação de 10,99%; a pirapema, 8,73%; o xaréu, 8,71%; a pescada gó, 8,53%; o cação, 8,39%; a uritinga, 8,33%; a traíra, 8,17%; o peixe pedra, 7,99%; a arraia, 7,28%; a sarda, 6,39%; a gurijuba, 5,96%; o pacu, 3,83%; o peixe serra, 3,27%; a tainha, 3,21%; a corvina, 3,07%; a pescada branca, 2,67%; a pratiqueira, 2,22%; o tucunaré, 2,08%; o surubim, 1,85%; o bagre, 1,62%; e o tambaqui, com alta de preço de 1,01% .

“Essas elevações ocorreram devido à diminuição comum das embarcações no período de fim e início de ano, o que resultou em uma maior procura que a própria oferta do peixe. No entanto, este mês de fevereiro já está normalizado e vamos garantir preços bem mais acessíveis aos nossos fregueses”, garantiu o presidente do Sindicato dos Peixeiros de Belém e Ananindeua, Fernando Souza, que também é vendedor de pescado no Mercado de Ferro do Ver-o-Peso.

Apesar da alta no mês de janeiro, aponta o levantamento, algumas espécies apresentaram queda no valor, como o cangata, com recuo de 11,33% no preço, seguido do tamuatá, com baixa de 10,39%; do cachorro de padre, -6,29%, do camurim, -5,83%, do mapará, -4,36%; do curimatã, -2,52% e do aracu, com queda de 1,89%.

Já no balanço do comportamento do preço do peixe nos últimos 12 meses, o estudo indicou que a maioria do pescado comercializado nos mercados municipais Belém no período de janeiro de 2019 a janeiro de 2020 apresentou queda de valor, com destaque para a traíra, com recuo de 20,60%; seguida do cachorro de padre, com queda de 14,33%; do bagre, com -14,01%; do curimatã, -12,96%; aracu, -12,51%; dourada, -8,99%; mapará, -8,35%; pacu, com queda de 7,45%; peixe pedra, -7,30%; surubim, -5,31%; tamuatã, -5,09%; xaréu, -4,01%; piramutaba, -3,90%; peixe serra, -2,45%; gurijuba, -2,25%; cação, -1,64%; corvina, -1,55%; tainha, -1,36%; e do filhote, com queda de 1,24%.

“Temos que pensar em políticas públicas para o equilíbrio do preço e a demanda do pescado dentro da capital e no interior do Estado, principalmente com as proximidades da Semana Santa, período onde há mais saída do produto para outras localidades do país”, alertou o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.

Para garantir a continuidade da comercialização do pescado nos mercados municipais a preço acessível na mesa do consumidor na Semana Santa, a Prefeitura de Belém publica todos os anos o decreto que dispõe sobre a circulação intermunicipal do pescado. “No início do mês de março vamos convidar todos os órgãos municipais e estaduais que trabalham na fiscalização do peixe, e também as associações dos peixeiros, balanceiros e atacadistas para juntos desenvolvermos uma ação de controle de entrada e saída do produto”, disse o titular da Secon, Rosivaldo Batista.

Texto: Roberta Corrêa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 Imagine acordar com o barulho das ondas de uma praia de água doce, ao lado dos passarinhos, com uma frondosa árvore dentro de casa e sentin...