Na audiência, realizada nesta quinta-feira (12), no Tribunal de Justiça do Estado, foi apresentado o relatório da perícias sobre a precificação do serviço prestado pela empresa Guamá Tratamento de Resíduos. Esse estudo vai embasar a fixação do valor da tonelada de lixo. Chegam ao aterro sanitário, diariamente, em média, 1.500 toneladas.
Estavam presentes representantes da empresa, do Ministério Público e das prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba. Nos próximos dias, as partes vão se manifestar sobre o relatório da perícia, para que o desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto tome a decisão final sobre o preço. A perícia recomenda o valor de R$ 97,75 por tonelada de lixo.
A expectativa da Prefeitura de Marituba é de que, na próxima semana, nova audiência trate de outros impasses que cercam o assunto: a criação do consórcio metropolitano e a implantação de um novo sistema de tratamento dos resíduos sólidos.
Na última segunda-feira, dia 9, encerrou-se o prazo dado pelo Ministério Público para que as prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba apresentassem um cronograma de trabalho para a implantação do consórcio e apresentação de uma solução definitiva para substituir o aterro sanitário, que será fechado em maio de 2021.
Marituba mandou ofícios para Belém e Ananindeua, convidando os prefeitos para se reunir e definir esse cronograma.
Ananindeua só respondeu ao ofício no último dia do prazo. Belém sequer deu resposta. Diante do impasse, a Prefeitura de Marituba tomou a iniciativa de propor um cronograma e protocolou essa proposta no MP nesta quinta-feira, 12.
Nesse cronograma, Marituba já apresenta o que deve ser feito, passo a passo, para a solução definitiva da destinação final do lixo na região metropolitana, oferecendo uma alternativa moderna e mais barata em substituição ao aterro sanitário.
imagens: Agência Belém
Texto: Julie Rocha
Nenhum comentário:
Postar um comentário