As intervenções na Travessa Mauriti, definida pela Companhia como “prioridade máxima” devido aos sucessivos vazamentos, começaram há três semanas, com o uso de aparelhos de mapeamento do subsolo e máquinas de perfuração. Na quarta-feira (22), a nova tubulação começou a ser instalada, por meio do Método Não Destrutivo (MND), que faz a inserção da rede por meio de perfurações em dois pontos extremos da via, sem a necessidade de escavar a rua inteira.
De acordo com o presidente da Cosanpa, José Antonio De Angelis, a troca da rede na Travessa Mauriti já constava do cronograma de investimentos da Companhia, mas foi antecipada.
"Por conta da quantidade de vazamentos que ocorreram nos últimos meses no local, resolvemos antecipar essa substituição. É uma rede que provoca grande perda de água a cada vazamento. Acreditamos que, ao final do nosso trabalho, implantando um material duradouro, moderno e eficiente, os moradores dos bairros que são abastecidos pelo 9º setor vão ter um fornecimento de água bem melhor” - José Antonio De Angelis, presidente da Cosanpa.
Para a engenheira sanitarista Tatiana Costa, a explicação para tantos problemas na mesma rede está no cimento amianto, material ultrapassado, que há anos não é mais utilizado pelo setor de saneamento. “A rede da Mauriti é de 450 milímetros, um diâmetro muito grande que chamamos de rede de alimentação das redes menores, ou seja, é uma rede primária. E pelo fato de o material ter uns 50 anos, à medida que ocorre qualquer alteração de pressão na água, toda a rede pode ter problema, pode quebrar em um ponto frágil. Quando estoura, por ser um diâmetro grande, as correções não são rápidas”, explicou a engenheira.
A Cosanpa vai substituir 1.033 metros da rede no trecho entre a Rua Nova e a Avenida Marquês de Herval, e garante que, em três meses, os moradores já sentirão melhorias no abastecimento de água.
“Em três meses, pretendemos finalizar os serviços e colocar a rede em carga, água para distribuir. Já não teremos vazamentos com frequência porque a rede nova é de Pead (Polietileno de Alta Densidade), material muito mais resistente e eficiente. Ao final de toda a obra, em dois anos, as melhorias serão ainda maiores, porque todas essas redes serão setorizadas, ou seja, se houver vazamento ou necessidade de interrupções não será preciso parar o abastecimento para todos esses bairros”, assegurou Tatiana Costa.
Fonte: Agência Pará
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